quinta-feira, 17 de outubro de 2013

VI - Leo







CAVALGAR ARION FOI A MELHOR COISA QUE ACONTECEU durante todo o dia – o que não quer dizer muita coisa, pois o dia dele tinha sido uma droga. Os cascos do cavalo transformaram a superfície do lago em uma névoa salgada. Leo colocou sua mão na lateral do cavalo e sentiu os músculos trabalhando como uma máquina bem lubrificada. Pela primeira vez, entendeu porque os motores dos carros eram medidos em cavalos de potência. Arion era um Masserati em quatro patas.
A frente deles estava uma ilha – uma linha de areia tão branca que poderia ser feita de sal de cozinha puro. Atrás se erguia uma extensão de dunas gramadas e desgastados pedregulhos.
Leo estava sentado atrás de Hazel, um braço envolta da cintura dela. O contato o deixou um pouco desconfortável, mas era a única forma de ele ficar a bordo (ou seja lá como se chama montar um cavalo).
Antes de partirem, Percy puxou-o de lado para contar a história de Hazel. Percy fez soar como se fosse um favor a Leo. Mas tinha um tom tipo Se você mexer com a minha amiga, eu pessoalmente vou te entregar a um grande tubarão branco.
De acordo com Percy, Hazel era uma filha de Plutão. Ela morreu em 1940 e foi trazida de volta à vida apenas alguns meses atrás.
Leo concluiu que isso era difícil de acreditar. Hazel parecia quente e viva, não como os fantasmas ou mortais renascidos que Leo tinha esbarrado. Ela parecia boa com as pessoas, também, ao contrário de Leo, que ficava muito mais confortável com máquinas. Viver com coisas, tipo cavalos e meninas? Ele não tinha ideia do que os fazia funcionar.
Hazel também era namorada de Frank, então Leo sabia que deveria manter distância. Ainda assim, seu cabelo cheirava bem e cavalgar com ela fez seu coração disparar quase contra sua vontade. Deve ter sido a velocidade do cavalo.
Arion trovejou para a praia. Ele pisoteou com seus cascos e relinchou triunfante, como Treinador Hedge gritando um grito de guerra.
Hazel e Leo desmontaram. Arion vasculhou a areia.
— Ele precisa comer — Hazel explicou. — Ele gosta de ouro, mas...
— Ouro? — Leo perguntou.
— Ele vai se contentar com grama. Vá em frente, Arion. Obrigada pela carona. Eu chamo por você.
Simples assim e o cavalo se foi – deixando apenas uma trilha de vapor através do lago.
— Cavalo rápido — Leo disse — e caro para se alimentar.
— Não realmente — Hazel disse. — Ouro é fácil de conseguir para mim.
Leo ergueu as sobrancelhas.
— Como ouro é fácil? Por favor, me diga que você não tem parentesco com o Rei Midas. Eu não gosto daquele cara.
Hazel apertou os lábios, como se ela se arrependesse de tocar no assunto.
— Não importa.
Isso tornou Leo ainda mais curioso, mas ele decidiu que era melhor não pressioná-la. Ele se ajoelhou e segurou um punhado de areia branca.
— Bem... Um problema resolvido, de qualquer forma. Isso é cal.
Hazel franziu a testa.
— A praia inteira?
— Sim. Vê? Os grãos são perfeitamente redondos. Não é realmente areia. É carbonato de cálcio — Leo puxou um saco plástico de seu cinto de ferramentas e afundou a mão no cal.
De repente ele congelou. Lembrou-se de todas as vezes que a deusa da Terra Gaia tinha aparecido na terra – seu rosto no chão feito de poeira ou areia ou terra. Ela adorava provocá-lo. Ele imaginou seus olhos fechados e seu sorriso sonhador feito de cálcio branco girando.
A pé, pequeno herói, Gaia diria. Sem você, o navio não pode ser consertado.
— Leo? — Hazel perguntou. — Você esta bem?
Ele suspirou. Gaia não estava lá. Ele estava apenas entrando em pânico sozinho.
— Sim — ele disse. — Sim, estou bem.
Ele começou a encher o saco.
Hazel ajoelhou-se ao lado dele e ajudou.
— Devíamos ter trazido um balde e pás.
A ideia fez Leo se animar. Ele até sorriu.
— Nós poderíamos ter feito com castelo de areia.
— Um castelo de cal.
Seus olhos se encontraram por longos segundos.
Hazel olhou para longe.
— Você é tão parecido com...
— Sammy? — Leo adivinhou.
Ela quase caiu pra trás.
— Você sabe?
— Eu não tenho ideia de quem Sammy é. Mas Frank me perguntou se eu tenho certeza de que esse não era o meu nome.
— E... não é?
— Não! Caramba.
— Você não tem um irmão gêmeo ou... — Hazel supôs. — Sua família é de Nova Orleans?
— Não. Houston. Por quê? O Sammy é um cara que você conhecia?
— Eu... Não é nada. Você apenas parece com ele.
Leo poderia dizer que ela estava embaraçada pra dizer mais. Mas se Hazel era uma criança do passado, talvez esse Sammy fosse de 1940? Mas então, como poderia o Frank saber sobre esse cara? E o que faria Hazel pensar que Leo era Sammy, depois de todas essas décadas?
Eles terminaram enchendo o saco em silêncio. Leo colocou em seu cinto de ferramentas e o saco sumiu – nenhum peso, massa ou volume – embora soubesse que ia estar lá assim que ele precisasse. Qualquer coisa que coubesse nos bolsos, Leo poderia carregar por ai. Ele amava o seu cinto de ferramentas. Apenas desejou ter bolsos grandes o suficiente para uma motosserra ou talvez uma bazuca.
Ele se levantou e examinou a ilha – dunas brancas, cobertas com um manto de grama e pedregulhos incrustados com sal parecendo geada.
— Festus disse que havia Bronze Celestial por perto, mas eu não tenho certeza do local.
— Por aqui — Hazel apontou para a praia. — Uns quinhentos metros daqui.
— Como você...?
— Metais preciosos — Hazel disse. — É uma coisa de Plutão.
Leo lembrou-se do que ela disse sobre ouro ser fácil de achar.
— Talento legal. Mostre o caminho, Senhorita Detector de Metais.
O sol começou a ser pôr. O céu tornou-se uma mistura bizarra de roxo e amarelo. Em outras circunstâncias, Leo poderia ter desfrutado de uma caminhada na praia com uma garota bonita, porém quanto mais eles andavam, mais nervoso se sentia. Finalmente Hazel se virou.
— Você tem certeza que isso é uma boa ideia? — ele perguntou.
— Nós estamos perto — ela prometeu. — Vamos lá.
Através das dunas, eles viram uma mulher.
Ela estava sentada em uma pedra no meio do gramado. Uma motocicleta preta e cromada estava estacionada próximo dali, mas cada uma das rodas tinha uma fatia grande dos raios removida, o que fazia parecer com o Pac-Men. De nenhuma maneira ela poderia pilotar a moto naquelas condições.
A mulher tinha negros cabelos encaracolados e era muito magra. Usava uma calça de motoqueiro preta, botas de couro de cano alto e um casaco vermelho sangue – uma espécie de Michael Jackson junto com Hell´s Angel. Ao seu redor, o chão esta coberto com o que pareciam conchas quebradas. Ela estava curvada puxando mais de um saco e as quebrando. Descascando conchas? Leo não tinha certeza se existiam conchas em Great Salt Lake. Ele achava que não.
Ele não estava ansioso pela abordagem. Tinha tido más experiências com garotas estranhas. Sua antiga babá, Tia Callida, revelou ser Hera e tinha um desagradável hábito de colocá-lo para dormir em uma lareira em chamas. A deusa da Terra Gaia tinha matado sua mãe em um incêndio na oficina dela quando Leo tinha oito anos. A deusa da neve Quione tentou transformá-lo num picoLeo em Sonoma. Mas Hazel seguiu em frente, então ele não tinha muita escolha a não ser acompanhá-la.
Enquanto se aproximavam, Leo notou um detalhe assustador. Preso no cinto da mulher estava enrolado um chicote. A jaqueta de couro vermelha tinha desenhos sutis – ramos torcidos de uma macieira com pássaros esqueléticos. As conchas que ela estava descascando eram na verdade biscoitos da sorte.
Uma pilha de biscoitos quebrados estava ao redor de seus pés. Ela continuava puxando mais de seu saco, abrindo-os e lendo a sorte. A maioria ela jogava de lado. Alguns ela murmurava infeliz. Ela percorria o dedo sobre o papel como se estivesse apagando, então magicamente ela fechou o biscoito e o lançou em um cesto próximo.
— O que você esta fazendo? — Leo perguntou antes que pudesse se conter.
A mulher olhou para cima. Os pulmões de Leo se encheram tão rápido que ele pensou que poderiam estourar.
— Tia Rosa? — perguntou.
Não fazia sentido, mas a mulher parecia exatamente como sua tia. Ela tinha o mesmo nariz largo com uma pinta do lado, a mesma boca azeda e olhar duro. Mas não podia ser Rosa. Ela nunca usaria roupas como aquelas, e nunca tinha ido para longe de Houston, desde quando Leo se lembrava. Ela não poderia estar abrindo biscoitos da sorte no meio de Great Salt Lake.
— É isso o que você vê? — a mulher perguntou. — Interessante. E você, querida Hazel?
— Como você...? — Hazel deu passos para trás em alarme. — Vo-você parece com a Sra. Leer. Minha professora do 3º ano. Eu odeio você.
A mulher riu.
— Excelente. O que você diria sobre ela, hein? Ela te julgou de forma injusta?
— Você... Ela colou minhas mãos na mesa por mau comportamento — Hazel disse. — Chamou minha mãe de bruxa. Me culpou por tudo que não fiz e... Não. Ela está morta. Quem é você?
— Oh, Leo sabe — a mulher disse. — Como você se sente sobre tia Rosa, mi hijo?
Mi hijo. Era assim que a mãe de Leo sempre o chamava. Depois que sua mãe morreu, Rosa o rejeitou. Ela o chamou de filho do diabo. Ela o culpou pelo fogo que matou sua irmã. Rosa virou sua família contra ele e o deixou – um órfão magrelo de oito anos de idade – a mercê dos serviços sociais. Leo tinha vivido em casa em casa até que ele finalmente tinha encontrado um lar no Acampamento Meio-Sangue. Leo não odiava muitas pessoas, mas mesmo depois de todos esses anos, o rosto de tia Rosa ainda o fazia ferver de ressentimento.
Como ele deveria se sentir? Ainda queria se vingar. Precisava de vingança.
Seus olhos deslizaram para a moto com rodas de Pac-Men. Onde ele tinha visto algo parecido com isso antes? Chalé 16, no Acampamento Meio Sangue – o símbolo sobre sua porta era uma roda quebrada.
— Nêmesis — ele disse. — Você é a deusa da vingança.
— Vê? — A deusa sorriu para Hazel. — Ele se lembra.
Nêmesis abriu outro biscoito e enrugou o nariz.
— Você terá grande sorte quando menos esperar por isso — ela recitou. — Esse é exatamente o tipo de frase sem sentido que eu odeio. Alguém abre um biscoito e de repente ele tem uma profecia de que vai ser rico! Culpa da Tique, aquela vagabunda. Sempre dando sorte para as pessoas que não merecem!
Leo olhou para o monte de biscoitos quebrados.
— Uh... Você sabe que não são realmente profecias, certo? Eles apenas colocam nos biscoitos em alguma fábrica.
— Não tente defendê-los — Nêmesis falou bruscamente. — É apenas como Tique consegue a confiança das pessoas. Não, não. Eu devo combatê-la — Nêmesis sacudiu o dedo sobre o papel e as letras mudaram para vermelho. — Você vai morrer dolorosamente quando menos esperar. Isso! Muito melhor.
— Isso é horrível! — Hazel disse. — Você vai deixar alguém ler isso no seu biscoito da sorte e isso vai se tornar realidade?
Nêmesis zombou. Foi realmente assustador ver a expressão no rosto de tia Rosa.
— Querida Hazel, você nunca desejou coisas horríveis para a Sra.Leer pela forma como ela tratou você?
— Isso não significa que eu quero que se torne realidade!
— Bah — a deusa selou o biscoito e o jogou em uma cesta. — Tique seria sua Fortuna, eu suponho, sendo romana. Como os outros, ela está horrível agora. Eu? Eu não fui afetada. Sou chamada Nêmesis em grego e romano. Eu não mudo, porque a vingança é universal.
— Do que você está falando? — Leo perguntou. — O que está fazendo aqui?
Nêmesis abriu outro biscoito.
— Números da sorte. Ridículo! Isso não é uma boa sorte! — Ela esmagou o biscoito e jogou do lado de seus pés. — Respondendo sua pergunta, Leo Valdez, os deuses estão em péssimo estado. Isso sempre acontece quando uma guerra civil está se formando entre romanos e gregos. Os olimpianos estão divididos entre suas duas naturezas, chamados por ambos os lados. Eles se tornam bastante esquizofrênicos, eu temo. Fortes dores de cabeça. Desorientação.
— Mas nós não estamos em guerra — Leo insistiu.
— Hum, Leo... — Hazel estremeceu. — Exceto pelo fato de que você recentemente explodiu partes de Nova Roma.
Leo olhou para ela perguntando de que lado ela estava.
— Não foi de propósito!
— Eu sei... — Hazel respondeu — mas os romanos não sabem. E eles estão nos seguindo em retaliação.
Nêmesis gargalhou.
— Leo, escute a garota. A guerra esta começando. Gaia viu isso, com a sua ajuda. E você pode adivinhar quem os deuses estão culpando pela sua situação?
A boca de Leo tinha gosto de carbonato de cálcio.
— Eu.
A deusa bufou.
— Bem, você tem uma opinião elevada de si mesmo. Você é apenas um peão nesse tabuleiro de xadrez, Leo Valdez. Eu estava me referindo ao jogador que definiu essa missão ridícula em andamento, colocando gregos e romanos juntos. Os deuses culpam Hera – ou Juno, se você preferir! A rainha dos céus fugiu do Olimpo para escapar da ira de sua família. Não espere mais ajuda de sua patrona!
A cabeça de Leo latejou. Ele tinha sentimentos mistos sobre Hera. Ela havia interferido em sua vida desde que ele era um bebê, o moldando para seguir seu propósito na grande profecia, mas pelo menos tinha estado ao seu lado, mais ou menos. Se ela estava fora do jogo agora...
— Então por que você está aqui? — ele perguntou.
— Para oferecer a minha ajuda! — Nêmesis sorriu maliciosamente.
Leo olhou de relance para Hazel. Ela parecia como se alguém tivesse acabado de oferecer uma serpente.
— Ajuda — Leo repetiu.
— Claro! — disse a deusa. — Eu gosto de derrubar pessoas orgulhosas e poderosas e não há ninguém que mereça mais isso do que Gaia e seus gigantes. Ainda assim, devo avisá-lo que não vou fornecer sucesso não-merecido. Boa sorte é uma farsa. A roda da fortuna é um esquema ponzi. Verdadeiros sucessos exigem sacrifício.
— Sacrifício? — A voz de Hazel estava tensa. — Eu perdi minha mãe. Morri e voltei. E agora meu irmão está desaparecido. Não é sacrifício o suficiente para você?
Leo podia totalmente entender. Ele gostaria de gritar que tinha perdido sua mãe. E toda sua vida tinha sofrimento após sofrimento. Ele perdeu seu dragão, Festus. Quase tinha se matado tentando terminar o Argo II. Agora tinha disparado contra o acampamento romano, provavelmente começando uma guerra e talvez perdido a confiança dos seus amigos.
— Agora — ele disse, tentando controlar a raiva — tudo que eu preciso é um pouco de Bronze Celestial.
— Oh, isso é fácil — Nêmesis disse. — É um pouco mais pra cima. Você vai encontrá-lo com as namoradas.
— Espere — Disse Hazel. — O que você quis dizer com namoradas?
Nêmesis colocou um biscoito na boca e o engoliu com sorte e tudo.
— Você vai ver. Talvez elas te ensinem uma lição, Hazel Levesque. A maioria dos heróis não pode escapar de sua natureza, mesmo quando tem uma segunda chance na vida — ela sorriu. — E por falar no seu irmão Nico, você não tem muito tempo. Vamos ver... Vinte e cinco de junho? Sim, contando com hoje, mais seis dias e ele morre, junto com toda a cidade de Roma.
Os olhos castanhos de Hazel se arregalaram.
— Como... O quê?
— E quanto a você, filho do fogo — ela virou-se para Leo. — Suas piores dificuldades ainda estão por vir. Você sempre será estranho, a sétima roda. Não vai encontrar um lugar entre seus irmãos. Logo enfrentará um problema que não pode resolver, mas eu posso ajudá-lo... Por um preço.
Leo sentiu cheiro de fumaça. Ele percebeu que os dedos da sua mão esquerda estavam em chamas e Hazel estava olhando para ele aterrorizada.
Ele colocou a mão no bolso para apagar as chamas.
— Eu gosto de resolver os meus próprios problemas.
— Muito bem — Nêmesis escovou os farelos de biscoito de sua jaqueta.
— Mas, hum, que tipo de preço estamos falando?
A deusa deu ombros.
— Um dos meus filhos recentemente negociou um olho para poder fazer a diferença no mundo.
O estômago de Leo revirou.
— Você... quer um olho?
— No seu caso é preciso fazer outro sacrifício. Mas alguma coisa tão dolorosa quanto. Aqui — ela entregou-lhe um biscoito da sorte intacto. — Se você precisar de uma resposta, abra isso. Vai resolver seu problema.
A mão de Leo tremia enquanto segurava o biscoito da sorte.
— Qual problema?
— Você vai saber quando chegar a hora.
— Não, obrigado — Leo disso com firmeza. Mas sua mão como se por vontade própria, colocou o biscoito em seu cinto de ferramentas.
Nêmesis pegou outro biscoito de seu saco e o abriu.
— Você terá motivos para reconsiderar suas opções em breve. Ah, eu gosto deste. Não é necessário alterações aqui.
Ela fechou o biscoito e o jogou na cesta.
— Poucos deuses podem te ajudar na missão. A maioria já não é mais capaz e sua confusão só vai piorar. Uma coisa poderia trazer união para o Olimpo novamente... um velho erro finalmente vingado. Ah, o que seria maravilhoso de fato, a balança finalmente se equilibrando! Mas isso não vai acontecer se você não aceitar minha ajuda.
— E suponho que você não vai nos dizer sobre o que esta falando — Hazel murmurou. — Ou porque meu irmão tem apenas seis dias de vida. Ou porque Roma vai ser destruída.
Nêmesis riu. Ela levantou-se e jogou o saco de biscoitos por cima do ombro.
— Oh, está tudo relacionado, Hazel Levesque. Quanto a minha oferta, Leo Valdez, vou lhe dar algum tempo para pensar. Você é um bom filho. Um trabalhador. Nós podemos fazer negócio. Mas eu o prendi por muito tempo. Você deve visitar a piscina antes que o reflexo da luz desapareça. Meu pobre garoto amaldiçoado fica muito agitado... Quando a escuridão vem.
Leo não gostou de como aquilo soava, mas a deusa subiu em sua moto. Aparentemente era possível pilotar, mesmo com as rodas de Pac-Man, porque Nêmesis ligou o motor e desapareceu em um cogumelo de fumaça negra.
Hazel se abaixou. Todos os biscoitos da sorte quebrados tinham desaparecido, exceto por um papel amassado. Ela pegou-o e leu:
— Você vai ver o seu reflexo e terá motivos para se desesperar.
— Fantástico — resmungou Leo. — Vamos ver o que isso significa.