quinta-feira, 17 de outubro de 2013

XLV - Percy






PERCY JÁ ESTAVA CANSADO DE ÁGUA.
Se ele tivesse dito isso em voz alta, provavelmente teria sido expulso dos Batedores Marinhos Juniores de Poseidon, mas ele não se importava.
Depois de quase morrer ao nynphaeum, ele queria voltar para a superfície. Queria estar seco e sentar-se à morna luz do sol por um bom tempo – preferencialmente com Annabeth.
Infelizmente, ele não sabia onde Annabeth estava. Frank, Hazel e Leo estavam desaparecidos em ação. Ele ainda tinha que salvar Nico di Angelo, isso se o cara já não estivesse morto. E ainda tinha a questão dos gigantes destruindo Roma, acordando Gaia e assumindo o controle do mundo.
Sério, esses monstros e deuses tinham centenas de anos. Será que eles não podiam folgar algumas décadas e deixar Percy viver sua vida? Aparentemente não.
Percy foi à frente enquanto eles engatinhavam nos canos de drenagem. Depois de nove metros, os canos se abriram em um túnel mais largo. À esquerda deles, em algum lugar ao longe, Percy ouviu um estrondo e um rangido, como uma grande máquina que precisava ser lubrificada. Ele não tinha absolutamente desejo algum de descobrir o que estava fazendo aquele barulho, então calculou que aquele deveria ser o caminho.
Algumas centenas de metros depois, eles alcançaram uma curva no túnel. Percy levantou a mão, sinalizando para que Jason e Piper esperassem. Ele espreitou pela curva.
O corredor se abria em um vasto aposento com seis metros de altura e fileiras de colunas de suporte. Parecia com a mesma área do tipo garagem que Percy havia visto em seus sonhos, mas agora muito mais cheio de coisas.
Os estrondos e rangidos vinham de enormes engrenagens e sistemas de polias que levantavam e desciam seções do piso por nenhum motivo aparente. Água fluía por trincheiras abertas (ah, ótimo, mais água), dando força para rodas hidráulicas que eram responsáveis pela energia de alguns equipamentos. Outras máquinas estavam ligadas a imensas rodas de hamster, só que com um cão infernal dentro.
Percy não pôde evitar pensar na Sra O‘Leary e o quanto ela detestaria ficar presa numa roda dessas. Suspensos no teto, estavam jaulas de animais vivos – um leão, várias zebras, um bando inteiro de hienas e até mesmo uma hidra de oito cabeças. Transportadores feitos de bronze antigo e couro giravam ao longo de pilhas de armas e armaduras, assim como no depósito das Amazonas em Seattle, a não ser pelo fato de que esse lugar era muito mais antigo e nem tão bem organizado.
Leo teria adorado o lugar, Percy pensou. O aposento todo era como uma imensa, assustadora, instável máquina.
— O que foi? — Piper sussurrou.
Percy não tinha certeza de como responder. Ele não viu os gigantes, então fez o gesto para que seus amigos seguissem em frente e dessem uma olhada.
A aproximadamente 6 metros do vão da porta, uma espada de gladiador de madeira em tamanho real saiu do piso. Ela estalou e zumbiu através das cordas transportadoras, ficou presa em uma fita e subiu em direção a uma fissura no teto.
Jason murmurou:
— Que diabos foi isso?
Eles adentraram o local. Percy examinou o aposento. Havia centenas de coisas para se olhar, a maioria delas em movimento, mas um lado bom de ser um semideus com TDAH era que Percy estava confortável com o caos. A cerca de uma centena de metros de distância, ele avistou um trono elevado como duas cadeiras de pretores grandes demais e vazias. Entre as duas cadeiras se encontrava um jarro de bronze grande o suficiente para conter uma pessoa.
— Vejam — ele mostrou a seus amigos.
Piper franziu o rosto.
— Está fácil demais.
— É claro — Percy concordou.
— Mas não temos alternativas — disse Jason. — Temos que salvar o Nico.
— Sim — Percy começou a cruzar o aposento, escolhendo seu caminho pelos cintos transportadores e plataformas móveis.
Os cães infernais nas rodas de hamsters não lhe deram atenção alguma. Eles estavam ocupados demais correndo e arquejando, seus olhos vermelhos brilhando como faróis. Os animais nas outras jaulas lhe lançaram olhares tediosos, como se dissessem: eu os mataria, mas isso iria gastar muita energia.
Percy buscou se atentar às armadilhas, mas tudo ali parecia com uma armadilha. Ele se lembrou de quantas vezes quase morreu no labirinto alguns anos atrás. Ele realmente desejava que Hazel estivesse ali com eles para que ela pudesse ajudá-los com sua habilidade subterrânea (e, é claro, para que pudesse se reunir com seu irmão).
Eles pularam sobre uma trincheira de água e passaram por baixo de uma matilha de lobos enjaulados. Percorreram metade do caminho até o jarro de bronze quando o teto se abriu sobre eles. Uma plataforma se abaixou. Em cima dela, como se fosse um ator, com uma mão levantada e sua cabeça abaixada, estava o gigante de cabelo roxo Efialtes.
Assim como Percy tinha visto em seus sonhos, o Grande Efi era pequeno para padrões de gigantes – aproximadamente quatro metros – mas ele tinha tentado compensar isso com sua vestimenta espalhafatosa. Ele havia tirado sua armadura de gladiador e agora estava vestindo uma camisa havaiana que até mesmo Dioniso teria achado vulgar. Ela tinha uma estampa chamativa de heróis moribundos, torturas horríveis e leões comendo escravos no Coliseu. O cabelo do gigante estava enfeitado com moedas de ouro e prata. Ele tinha uma lança de três metros presa em suas costas, o que não combinava muito com a camisa. Vestia calça jeans bem brancas e sandálias de couro em seus... Bem, não eram pés, mas cabeças de cobras curvas. As cobras agitaram suas línguas para fora e silvaram como se não gostassem de aguentar o peso de um gigante.
Efialtes sorriu para os semideuses como se ele estivesse muito, muito encantado em vê-los.
— Finalmente! — ele berrou. — Estou tão feliz! Sinceramente, não achei que vocês passariam pelas ninfas, mas é tão melhor que vocês tenham conseguido. Muito mais interessante. Vocês chegaram bem a tempo para o evento principal!
Jason e Piper se aproximaram de Percy, um de cada lado. Tê-los ali o fazia se sentir um pouco melhor. Esse gigante era menor do que muitos dos monstros que ele havia enfrentado, mas alguma coisa nele fez Percy arrepiar-se. Os olhos de Efialtes dançavam com uma luz alucinante.
— Estamos aqui — Percy disse, o que soou um pouco óbvio depois. — Deixe nosso amigo ir.
— Claro! — Efialtes concordou. — No entanto, temo que ele já tenha passado um pouco da data de validade. Oto, cadê você?
Uma pedra foi jogada longe, o piso se abriu e outro gigante subia em uma plataforma.
— Oto, finalmente! — Seu irmão exclamou contente. — Você não está vestido da mesma forma que eu! Você está... — a expressão de Efialtes mudou para de horror. — O que você está vestindo?
Oto parecia o maior e mais irritável bailarino do mundo. Ele usava um collant azul bem coladinho que Percy realmente desejou que deixasse mais a imaginar. As pontas das suas sapatilhas imensas foram cortadas para que suas cobras pudessem sair. Uma tiara de diamantes (Percy decidiu ser generoso e pensar nela como se fosse uma coroa de rei) estava aninhada em seus cabelos verdes e trançados. Ele parecia mal-humorado e tristemente desconfortável, mas conseguiu dar um giro de ballet, o que não deve ter sido fácil com pés de cobra e uma enorme lança nas costas.
— Deuses e titãs! — Efialtes gritou. — Está hora do show! O que você estava pensando?
— Eu não queria usar as vestes de gladiador — Oto reclamou. — Ainda acho que um ballet seria perfeito, você sabe, enquanto o Armagedon está rolando — ele levantou suas sobrancelhas esperançosamente para os semideuses. — Eu tenho fantasias extras...
— Não! — Efialtes vociferou, e por uma vez, Percy estava de acordo.
O gigante de cabelo roxo encarou Percy. Ele sorria tão dolorosamente que parecia que estava sendo eletrocutado.
— Por favor, perdoe meu irmão — ele disse. — Sua presença de palco é horrível e ele não tem nenhum senso de estilo.
— Certo — Percy decidiu não comentar a camisa havaiana. — Agora, sobre o nosso amigo...
— Ah, ele — Efialtes zombou. — Nós íamos deixá-lo terminar de morrer em público, mas isso não tem valor algum de entretenimento. Ele passa dias curvado e dormindo. Que tipo de espetáculo é esse? Oto, tombe o jarro.
Oto arrastou-se para o trono, parando ocasionalmente para fazer um plié. Ele derrubou o jarro, a tampa desprendeu e Nico di Angelo foi jogado para fora. A visão de sua face mortalmente pálida e corpo demasiadamente magro fez o coração de Percy parar. Percy não saberia dizer se o garoto estava vivo ou morto. Ele queria correr para seu encontro e checar, mas Efialtes estava em seu caminho.
— Agora temos de nos apressar — disse o Grande Efi. — Devemos passar suas instruções de palco. O hipogeu está todo pronto!
Percy estava pronto para cortar esse gigante pela metade e sair dali, mas Oto estava próximo de Nico. Se uma batalha se iniciasse, Nico não estava em condições de se defender. Percy precisava lhe arranjar um tempo para se recuperar.
Jason levantou seu gládio de ouro.
— Não vamos fazer parte de nenhum espetáculo — ele disse. — E o que é um hipo... o que você falou?
— Hipogeu! Você é um semideus romano, não é? Deveria saber! Ah, mas eu acho que se fizermos nosso trabalho direito aqui no subterrâneo, você realmente não saberia que o hipogeu existe.
— Eu conheço essa palavra — Piper falou. — É a área abaixo do coliseu. Ela abrigava todas as partes do cenário e o maquinário usado para criar efeitos especiais.
Efialtes bateu palmas entusiasticamente.
— Exatamente! Você é uma estudante de teatro, minha garota?
— Uh... Meu pai é ator.
— Maravilhoso! — Efialtes se virou para seu irmão. — Ouviu isso, Oto?
— Ator — Oto murmurou. — Todo mundo é ator. Nenhum consegue dançar.
— Seja bonzinho! — Efialtes o repreendeu. — De qualquer jeito, minha garota, você está absolutamente correta, mas esse hipogeu é muito mais do que depósito de palco para um coliseu. Você já ouviu falar que antigamente alguns gigantes foram presos embaixo da terra e que de tempos em tempos eles causavam terremotos quando tentavam escapar? Bem, nós fizemos muito melhor! Oto e eu fomos aprisionados embaixo de Roma por éons, mas continuamos ocupados construindo nosso próprio hipogeu. Agora estamos prontos para criar o maior espetáculo que Roma já viu... e o último!
Aos pés de Oto, Nico se mexeu. Percy sentiu como se uma roda de hamster movida por um cão infernal em algum lugar do seu peito tivesse começado a se mover de novo. Pelo menos Nico estava vivo. Agora eles apenas tinham que derrotar os gigantes, preferencialmente sem destruir a cidade de Roma e sair dali para achar seus amigos.
— Então! — Percy gritou, esperando chamar a atenção do gigante para si. — Instruções de palco, você disse?
— Sim! — Efialtes disse. — Agora, eu sei que a recompensa diz que você e a garota Annabeth devem ser mantidos vivos se possível, mas francamente, a garota já está condenada, então espero que você não se importe se desviarmos do plano.
A boca de Percy tinha gosto de água de ninfas más.
— Já está condenada. Você não quer dizer que ela está...
— Morta? — o gigante perguntou. — Não. Ainda não. Mas não se preocupe! Nós temos seus outros amigos presos, sabe.
Piper fez um som estrangulado.
— Leo? Hazel e Frank?
— Esses aí — Efialtes concordou. — Logo, se podemos usar eles para o sacrifício, podemos deixar a garota de Atena morrer. O que agradaria a Sua Senhoria. E nós podemos usar vocês três para o espetáculo! Gaia ficará um pouco desapontada, mas realmente só temos a ganhar. Suas mortes serão bem mais divertidas.
Jason rosnou.
— Você quer diversão? Vou te dar diversão.
Piper deu um passo a frente. De alguma forma, ela conseguiu sorrir docilmente.
— Tenho uma ideia melhor — ela disse aos gigantes. — Por que não nos deixa ir? Isso seria uma incrível reviravolta. Grau de diversão maravilhoso e provaria para o mundo o quão legal você é.
Nico agitou-se. Oto olhou para ele. Seu pé de cobra agitou suas línguas sobre a cabeça dele.
— E mais! — Piper acrescentou rapidamente — Além disso, nós podemos fazer uns movimentos de dança enquanto escapamos. Talvez um número de balé!
Oto esqueceu totalmente de Nico. Ele se arrastou, aproximando-se e sacudiu os dedos para Efialtes.
— Está vendo? É disso que eu estava te falando! Seria incrível!
Por um segundo, Percy achou que Piper iria conseguir. Oto olhou para o seu irmão, implorando. Efialtes pôs a mão em seu queixo como se considerasse a ideia.
Finalmente, ele abanou a cabeça.
— Não... Não, eu temo que não. Veja bem, minha garota, eu sou o anti-Dioniso. Tenho uma reputação a sustentar. Dioniso acha que conhece festas? Ele está errado! Suas festas não têm diversão comparado com o que eu posso fazer. Aquela velha façanha que fizemos, por um instante, enquanto empilhávamos montanhas para chegar ao Olimpo...
— Eu te disse que nunca iria funcionar — Oto resmungou.
— E quando meu irmão se cobriu de carne e correu por um percurso de obstáculos de drakons...
— Você disse que a TV-Hefesto iria transmitir durante o horário nobre — Oto disse. — Ninguém chegou a me ver.
— Bem, esse espetáculo será ainda melhor — Efialtes prometeu. — Os romanos sempre quiseram o pão e circo: comida e diversão! Enquanto destruímos a cidade deles, ofereceremos ambos. Excelente show!
Alguma coisa caiu do teto e pousou aos pés de Percy: uma fatia de pão de sanduiche enrolado em um plástico branco com pontinhos vermelhos e amarelos.
Percy o pegou.
— Pão de forma?
— Magnífico, não é? — os olhos de Efialtes dançaram loucamente de excitação. — Você pode ficar com esse pão. Eu pretendo distribuir milhões para o povo de Roma enquanto eu os destruo.
— Pão de forma é bom — Oto admitiu. — No entanto, os romanos deveriam ter que dançar por eles.
Percy deu uma olhada para Nico, que estava começando a se mover. Percy queria que pelo menos ele estivesse consciente o suficiente para engatinhar para fora do caminho quando a batalha começasse. E Percy precisava de mais informações dos gigantes sobre Annabeth e de onde seus outros amigos estavam sendo presos.
— Talvez — Percy se aventurou — vocês devessem trazer nossos amigos aqui. Vocês sabem, mortes espetaculares... Quanto mais melhor, certo?
— Hmm — Efialtes brincou com o botão de sua camisa havaiana — não. Já é realmente muito tarde para mudar a coreografia. Mas não temam. O circo será maravilhoso! Ah... Não me refiro ao tipo moderno de circo, lembrem-se. Isso requereria palhaços e eu odeio palhaços.
— Todo mundo odeia palhaços — Oto concordou. — Até outros palhaços odeiam palhaços.
— Exatamente — seu irmão confirmou. — Mas nós temos um entretenimento muito melhor preparado! Vocês três irão morrer em agonia, lá em cima, onde todos os deuses e mortais poderão assistir. Mas essa é apenas a cerimônia de abertura! Nos tempos antigos, os jogos duravam dias ou semanas. Nosso espetáculo... a destruição de Roma... vai durar um mês, até o despertar de Gaia.
— Peraí — Jason interrompeu — um mês e Gaia vai acordar?
Efialtes fez um aceno como se afastasse a pergunta.
— Sim, sim. Alguma coisa sobre primeiro de agosto ser a melhor data para destruir a humanidade. Nada importante! Com sua sabedoria infinita, a Mãe Terra concordou que Roma poderia ser destruída primeiro, devagar e espetacularmente. Nada mais apropriado!
— Então... — Percy não acreditava que estava falando sobre o fim do mundo com um pedaço de pão em sua mão. — Vocês são o ato de aquecimento de Gaia.
A face de Efialtes ficou obscura.
— Isso não é nenhum aquecimento, semideus! Nós iremos soltar animais selvagens e monstros nas ruas. Nosso departamento de efeitos especiais irá produzir fogos e terremotos. Crateras e vulcões aparecerão ao acaso e do nada. Fantasmas correrão furiosos.
— O negócio dos fantasmas não vai funcionar — Oto disse. — Nosso grupo de controle disse que não vai ter valor algum.
— Duvidosos! — Efialtes discordou. — O hipogeu pode fazer qualquer coisa dar certo!
Efialtes rumou raivosamente para uma grande mesa coberta com um lençol. Ele puxou o lençol, revelando um conjunto de alavancas e botões que quase pareciam tão complicados quanto o painel de controle de Leo no Argo II.
— Esse botão? — Efialtes anunciou — esse vai liberar uma dúzia de lobos enfurecidos no Fórum. E esse irá chamar gladiadores autômatos para lutar com os turistas na Fontana di Trevi. Esse vai fazer com que o Tibre se alague para que possamos reencenar a batalha naval aqui mesmo, na Piazza Navona! Percy Jackson, você deverá apreciar isso, como filho de Poseidon!
— Uh... Eu ainda acho que a ideia de nos deixar ir é melhor — Percy discordou.
— Ele tem razão — Piper tentou de novo — ou então nós entraremos em toda essa coisa de confronto. Vocês lutam contra a gente. Nós lutamos contra vocês. Nós arruinamos seus planos. Você sabe, nós derrotamos muitos gigantes ultimamente. Eu odiaria que as coisas ficassem fora de controle.
Efialtes afirmou com a cabeça pensativamente.
— Você está certa.
Piper piscou.
— Eu estou?
— Não podemos deixar as coisas saírem de controle — o gigante concordou. — Tudo deve ser perfeitamente sincronizado. Mas não se preocupem. Eu coreografei suas mortes. Vocês irão adorar.
Nico começou a se afastar, engatinhando e gemendo. Percy queria que ele se movesse mais rapidamente e gemesse menos. Ele até pensou em jogar seu pão de forma nele.
Jason trocou a espada de mão.
— E se recusarmos cooperar com seu espetáculo?
— Bem, vocês não podem nos matar — Efialtes riu, como se a ideia fosse ridícula. — Vocês não têm nenhum deus e essa é a única maneira que vocês poderiam ter esperança de triunfar. Então, realmente, seria muito mais sensato morrer dolorosamente. Desculpa, mas o show não pode parar.
Esse gigante era ainda pior do que aquele deus do mar Fórcis, lá em Atlanta, Percy percebeu. Efialtes não era bem o Anti-Dioniso. Ele era o Dioniso que abusou loucamente de anabolizantes. Claro, Dioniso era o deus da folia e festas fora de controle. Mas Efialtes era todo ligado à destruição e ruínas por prazer.
Percy olhou para seus amigos.
— Estou ficando cansado da camisa desse cara.
— Hora da luta? — Piper agarrou sua cornucópia.
— Eu odeio pão de forma — Jason disse.
Juntos, eles se preparam.