quinta-feira, 17 de outubro de 2013

XXIV - Leo






APHROS PARECIA COM SEU IRMÃO, ele apenas era azul em vez de verde e era muito, muito maior. Tinha o abdômen e braços tipo Schwarzenegger em Exterminador do Futuro e uma cabeça quadrada e brutal. Uma enorme espada que o próprio Conan aprovaria estava amarrada em suas costas. Até o cabelo dele era maior – um enorme globo azul escuro frisado e tão espesso que seus chifres tipo garra de lagosta pareciam estar se afogando enquanto tentavam nadar a caminho da superfície.
— É por isso que eles chamaram você Aphros? — Leo perguntou enquanto eles deslizavam pelo caminho da caverna. — Por causa do afro?
Aphros fez uma careta.
— O que você quis dizer?
— Nada — Leo disse rapidamente. Pelo menos, ele nunca teria problemas em se lembrar qual desses caras peixe era qual. — Então, o que vocês são, exatamente?
— Ichthyocentauro — Aphros disse, como se fosse uma pergunta que ele estivesse cansado de responder.
— Uh, Icky o quê?
— Peixes-centauro. Nós somos meio-irmãos de Quíron.
— Ah, ele é um amigo meu!
Aphros estreitou os olhos.
— A que se chama Hazel nos disse, mas vamos determinar a verdade. Venha.
Leo não gostou de como soou determinar a verdade. Isso o fez pensar em mesas de tortura e atiçadores vermelho-flamejantes. Ele seguiu o peixe-centauro através de uma enorme floresta de algas marinhas. Leo poderia ter corrido para qualquer lado e se perdido nas plantas muito facilmente, mas não tentou. Por um lado, percebeu que Aphros poderia viajar muito mais rápido na água e o cara poderia ser capaz de desligar a magia que permitia a Leo se movimentar e respirar.
Dentro ou fora da caverna, Leo era meio que um cativo.
Além disso, ele não tinha ideia de onde estava.
Flutuaram entre linhas de algas marinhas tão altas como edifícios de apartamentos. As plantas verde e amarelo balançavam com a falta de peso, como colunas de balões de hélio.
No alto, Leo viu uma mancha branca que poderia ter sido o sol.
Supôs que isso significava que eles tinham estado aqui por toda a noite. Estava tudo bem com o Argo II? Teria navegado sem eles ou estariam seus amigos ainda os procuravam?
Leo não tinha nem mesmo certeza da profundidade em que estavam. Plantas conseguiam crescer aqui... então, não era muito fundo, certo? Ainda assim, sabia que não podia simplesmente nadar para a superfície. Ele tinha ouvido falar de pessoas que subiram muito rapidamente e desenvolveram bolhas de nitrogênio no sangue. Leo queria evitar ter o sangue gaseificado.
Eles nadaram por meio quilômetro, talvez. Leo estava tentado a perguntar onde Aphros o estava levando, mas a grande espada amarrada nas costas do centauro desencorajava a conversa.
Finalmente, a floresta de algas se abriu. Leo engasgou. Eles estavam de pé (ou nadando, não importa) no cume de uma alta colina subaquática. Abaixo deles se estendia uma cidade inteira com edifícios ao estilo grego no fundo do mar.
Os telhados foram ladrilhados com madrepérola. Os jardins estavam cheios de corais e anêmonas do mar. Hipocampos pastavam em um campo de algas. Uma equipe de ciclopes estava colocando o teto abobadado em um novo templo, usando uma baleia azul como um guindaste. E, nadando pelas ruas, saindo pelos pátios, praticando combate com tridentes e espadas na arena dezenas de tritões e sereias – pessoas peixe honestas e bondosas.
Leo tinha visto um monte de coisas loucas, mas ele sempre tinha pensado que sereianos eram tolas criaturas fictícias, como Smurfs ou Muppets. Não havia, no entanto, nada de bobo ou bonitinho sobre estes sereianos. Mesmo à distância, eles pareciam ferozes e não de todo humanos. Seus olhos brilhavam amarelos. Eles tinham dentes como os de um tubarão e a pele curtida em cores que variavam do vermelho coral ao de preto tinto.
— É um campo de treinamento — Leo percebeu. Ele olhou para Aphros em reverência. — Você treina heróis, da mesma forma que Quíron faz?
Aphros assentiu, com um brilho de orgulho no olhar.
— Nós treinamos todos os famosos heróis sereianos! Nomeie um herói sereiano e teremos treinado a ele ou ela!
— Oh, claro — disse Leo. — Como... Hum, a Pequena Sereia?
Aphros franziu a testa.
— Quem? Não! Como Tritão, Glauco, Weissmuller e Bill!
— Ah — Leo não tinha ideia de quem qualquer uma dessas pessoas eram. — Você treinou Bill? Impressionante.
— É verdade! — Aphros bateu em seu peito. — Eu mesmo treinei Bill. Um grande tritão.
— Você ensina combate, eu suponho.
Aphros ergueu as mãos em desespero.
— Por que todos assumem isso?
Leo olhou para a enorme espada nas costas do homem peixe.
— Uh, eu não sei.
— Eu ensino música e poesia! — Aphros disse. — Habilidades da vida! Cuidar da casa! Estas são coisas importantes para os heróis.
— Absolutamente — Leo tentou manter uma cara séria. — Costura? Cookies Assados?
— Sim. Estou feliz por você entender. Talvez mais tarde, se eu não tiver que te matar, vou compartilhar a minha receita de brownie — Aphros gesticulou atrás dele com desprezo. — Bythos, meu irmão – ele ensina o combate.
Leo não tinha certeza se ele se sentia aliviado ou insultado que o treinador de combate estava interrogando Frank, enquanto Leo ficou com o professor de economia doméstica.
— Então, ótimo. Este é o Acampamento... Como você o chama? Acampamento Meio-Peixe?
Aphros franziu a testa.
— Espero que tenha sido uma brincadeira. Este é o Acampamento — ele fez um som que era uma série de pings e assobios de sonar.
— Claro, que idiota eu sou — disse Leo. — E, você sabe, eu poderia realmente querer alguns dos brownies! Então, o que temos que fazer para chegar à fase do não me matar?
— Conte-me sua história.
Leo hesitou, mas não por muito tempo. De alguma forma, sentia que deveria dizer a verdade. Ele começou do início – como Hera havia sido sua babá e colocou-o nas chamas; como sua mãe havia morrido por causa de Gaia, que identificou Leo como um futuro inimigo. Falou sobre como ele passou sua infância pulando em lares adotivos, até que ele, Jason e Piper haviam sido levados para o Acampamento Meio-Sangue. Explicou a Profecia dos Sete, a construção do Argo II e sua busca para chegar à Grécia e derrotar os gigantes antes de Gaia acordar.
Enquanto falava, Aphros tirou algumas pontas metálicas de má aparência de seu cinto. Leo teve medo que ele tivesse dito algo errado, mas Aphros puxou também alguns fios de algas de sua bolsa e começou a tricotar.
— Vá em frente — ele insistiu. — Não pare.
No momento em que Leo tinha explicado os eidolons, o problema com os romanos e todos as dificuldades que o Argo II tinha encontrado atravessando os Estados Unidos e embarcando de Charleston, Aphros tinha tricotado um gorro completo de bebê.
Leo esperou enquanto o centauro peixe arrumava seus suprimentos. Os chifres de garra de lagosta de Aphros pareciam nadar em seu cabelo espesso e Leo teve que resistir à vontade de tentar resgatá-los.
— Muito bem — disse Aphros. — Eu acredito em você.
— Tão simples assim?
— Eu sou muito bom em enxergar mentiras. E não ouvi nenhuma de você. Sua história também se encaixa com o que Hazel Levesque nos disse.
— Ela está... ?
— É claro — disse Aphros. — Ela está bem. — Ele colocou os dedos na boca e assobiou, o que soou estranho embaixo d‘agua, como um golfinho gritando. — O meu povo vai trazê-la aqui em breve. Você tem que entender... A nossa localização é um segredo bem guardado. Você e seus amigos apareceram em um navio de guerra, perseguido por um dos monstros marinhos de Ceto. Nós não sabíamos de que lado vocês estavam.
— E o navio está bem?
— Danificado — Aphros disse — mas não muito. O skolopendra se retirou depois que ganhou um bocado de fogo. Belo toque.
— Obrigado. Skolopendra? Nunca ouvi falar dele.
— Considere-se sortudo. Eles são criaturas desagradáveis. Ceto deve realmente odiar vocês. De qualquer forma, nós salvamos você e os outros dois dos tentáculos da criatura quando ela recuou para o abismo. Seus amigos ainda estão lá em cima, procurando por vocês, mas nós temos obscurecido a visão deles. Tínhamos que ter certeza de que não eram uma ameaça. Caso contrário, eu teria que tomar medidas...
Leo engoliu em seco. Ele tinha certeza que tomar medidas não significa assar alguns brownies extras. E se esses caras eram tão poderosos que poderiam manter seu acampamento escondido de Percy, que tinha todos os poderes poseidônicos na água, então não eram caras peixe para mexer.
— Então... podemos ir?
— Em breve — prometeu Aphros. — Eu tenho que verificar com Bythos. Quando ele terminar de falar com seu amigo Gank...
— Frank.
— Frank. Quando estiver pronto, vamos mandar vocês de volta para o seu navio. E podemos ter alguns avisos para vocês.
— Avisos?
— Ah — Aphros apontou.
Hazel saiu da floresta de algas, escoltada por duas sereias de aparência cruel, que estavam expondo suas presas e sibilando. Leo pensou que Hazel poderia estar em perigo. Então viu que ela estava completamente à vontade, sorrindo e conversando com suas acompanhantes e Leo percebeu que as sereias estavam rindo.
— Leo! — Hazel remou em direção a ele. — Este lugar não é incrível?
Eles foram deixados sozinhos no cume, o que deve significar que Aphros realmente confiava neles. Enquanto o centauro e as sereias saíram para buscar Frank, Leo e Hazel flutuaram sobre a colina e olharam para o acampamento debaixo d'água.
Hazel disse-lhe como as sereias tinham sido receptivas com ela imediatamente. Aphros e Bythos tinham ficado fascinados com sua história, já que nunca tinham encontrado uma criança de Plutão antes. Apesar disso, eles ouviram muitas lendas sobre o cavalo Arion e ficaram surpresos que Hazel tivesse amizade com ele.
Hazel tinha prometido visitá-los novamente com Arion. As sereias haviam escrito seus números de telefone em tinta à prova d'água no braço de Hazel para que ela pudesse manter em contato. Leo não queria nem perguntar como sereias tinham cobertura de telefonia celular no meio do Atlântico.
Quando ela falou, seu cabelo flutuava em torno de seu rosto em uma nuvem – como a terra marrom e pó de ouro na peneira de um minerador. Ela parecia muito segura de si e muito bonita, não como a menina tímida e nervosa naquela escola em Nova Orleans com seu almoço esmagado em sua lancheira de lona a seus pés.
— Nós não conseguimos conversar — Leo disse. Ele estava relutante em levantar o assunto, mas sabia que esta poderia ser sua única chance de estar sozinho. — Quero dizer, sobre Sammy.
O sorriso dela desapareceu.
— Eu sei... só preciso de algum tempo para absorver isso tudo. É estranho pensar que você e ele...
Ela não precisava terminar o pensamento. Leo sabia exatamente como era estranho.
— Eu não tenho certeza se posso explicar isso para Frank — acrescentou. — Sobre eu e você de mãos dadas.
Ela não queria encontrar os olhos de Leo. No vale, a equipe de trabalho dos ciclopes aplaudiu quando o teto do templo foi colocado no lugar.
— Eu conversei com ele. Eu disse a ele que não estava tentando... Você sabe. Criar problemas entre vocês dois.
— Ah. Bom.
Ela soou desapontada? Leo não tinha certeza e ele não tinha certeza se queria saber.
— Frank, hum, parecia muito assustado quando eu convoquei fogo — Leo explicou o que tinha acontecido na caverna.
Hazel parecia atordoada.
— Oh, não. Isso o teria aterrorizado.
Sua mão foi para sua jaqueta jeans, como se estivesse verificando algo no bolso de dentro. Ela sempre usava aquele casaco, ou algum tipo de sobretudo, mesmo quando estava quente lá fora. Leo tinha assumido que ela fazia isso por pudor, ou porque era melhor para andar a cavalo, como uma jaqueta de moto. Agora ele começava a se perguntar.
Seu cérebro correu em alta velocidade. Ele se lembrou do que Frank havia dito sobre sua fraqueza... Um pedaço de lenha. Ele pensou sobre o porquê de o garoto ter medo do fogo e por que Hazel estaria tão sintonizada com esses sentimentos. Leo pensou sobre algumas das histórias que ouviu no Acampamento Meio-Sangue. Por razões óbvias, ele tendia a prestar atenção a lendas sobre o fogo. Agora se lembrava de algo que ele não tinha pensado em meses.
— Havia uma velha lenda sobre um herói — ele lembrou. — Sua linha da vida fora amarrada a um pedaço de lenha em uma lareira e quando aquele pedaço de lenha fosse queimado...
Expressão de Hazel ficou sombria. Leo sabia que tinha atingido a verdade.
— Frank tem esse problema — ele adivinhou. — E o pedaço de lenha... — ele apontou a jaqueta de Hazel. — Ele deu a você para guardá-lo?
— Leo, por favor, não... Eu não posso falar sobre isso.
Os instintos de Leo como mecânico engrenaram dentro dele. Ele começou a pensar sobre as propriedades da madeira e da corrosividade da água salgada.
— A lenha ficará bem num oceano como este? Será que a camada de ar em torno de você pode protegê-la?
— Está tudo bem. — disse Hazel. — A madeira nem sequer se molhou. Além disso, ela está envolvida em várias camadas de pano e plástico e... — Ela mordeu o lábio em frustração — e eu não devia falar sobre isso! Leo, o ponto é, se Frank parece ter medo de você, ou fica desconfortável, você tem que entender...
Leo estava feliz que ele estava flutuando, porque ele provavelmente teria ficado muito tonto pra se manter em pé. Ele imaginou estar na posição de Frank, sua vida tão frágil, que literalmente pode queimar-se a qualquer momento. Ele imaginou quanta confiança seria necessária para dar a sua linha da vida – o seu destino inteiro – para outra pessoa.
Frank tinha escolhido Hazel, obviamente. Então, quando tinha visto Leo – um cara que podia convocar fogo à vontade – chegando junto em sua garota... Leo estremeceu. Não é de admirar que Frank não gostasse dele. E de repente, a capacidade de Frank para se transformar em um bando de animais diferentes não parecia tão impressionante – não se vinha com uma armadilha dessa.
Leo pensou sobre sua linha menos favorita na Profecia de Sete: Em tempestade ou fogo, o mundo terá acabado. Por um longo tempo, ele imaginou que Jason ou Percy representassem a tempestade, talvez os dois juntos. Leo era o cara do fogo. Ninguém disse isso, mas ficou muito claro. Leo era um dos curingas. Se ele fizer a coisa errada, o mundo poderia acabar. Não... iria acabar. Leo se perguntou se Frank e sua lenha tinham algo a ver com essa linha. Leo já havia cometido alguns erros épicos. Seria tão fácil para ele acidentalmente colocar Frank Zhang em chamas.
— Aí estão vocês! — A voz de Bythos fez Leo recuar.
Bythos e Aphros flutuavam acima com Frank entre eles, pálido, mas ok. Frank estudou Hazel e Leo com cuidado, como se estivesse tentando ler o que eles estavam falando.
— Vocês estão livres para ir — disse Bythos.
Ele abriu os alforjes e devolveu seus suprimentos confiscados. Leo nunca tinha ficado tão feliz por ajustar seu cinto de ferramentas em torno de sua cintura.
— Diga a Percy Jackson para não se preocupar — disse Aphros. — Compreendemos a sua história sobre as criaturas do mar presas em Atlanta. Ceto e Fórcis devem ser detidos. Vamos enviar uma missão de heróis sereianos para derrotá-los e libertar seus cativos. Talvez Cyrus?
— Ou o Bill — Bythos sugeriu.
— Sim! Bill seria perfeito. — Aphros concordou. — De qualquer forma, estamos agradecidos que Percy trouxe isto à nossa atenção.
— Você deveria falar com ele pessoalmente — Leo sugeriu. — Quero dizer, filho de Poseidon e tudo mais.
Ambos os centauros-peixe balançaram a cabeça solenemente.
— Às vezes é melhor não interagir com ninhada de Poseidon — Aphros disse. — Somos amigáveis com o deus do mar, é claro, mas a política de divindades submarinas é... Complicada. E nós valorizamos nossa independência. No entanto, agradeça Percy por nós. Faremos o que pudermos para dar-lhes velocidade com segurança através do Atlântico sem qualquer outra interferência dos monstros de Ceto, mas lembre-se: no mar antigo, o Mare Nostrum, mais perigos aguardam.
Frank suspirou.
— Naturalmente.
Bythos bateu no ombro do grandalhão.
— Você vai ficar bem, Frank Zhang. Continue praticando essas transformações da vida marinha. O peixe carpa é bom, mas tente um homem-da-guerra português. Lembre-se do que eu mostrei. Está tudo na respiração.
Frank pareceu mortalmente envergonhado. Leo mordeu o lábio, determinado a não sorrir.
— E você, Hazel — Aphros disse — venha nos visitar novamente e traga o seu cavalo! Eu sei que você está preocupada com o tempo que perdeu, passando a noite no nosso reino. Você está preocupada com o seu irmão, Nico...
Hazel agarrou sua espada de cavalaria.
— Ele está... Você sabe onde ele está?
Aphros balançou a cabeça.
— Não exatamente. Mas quando você se aproximar, deve ser capaz de sentir sua presença. Não tenha medo! Você precisa chegar a Roma, depois de amanhã, se for para salvá-lo, mas ainda há tempo. E você precisa salvá-lo.
— Sim — Bythos concordou. — Ele vai ser essencial em sua viagem. Eu não sei como, mas sinto que é verdade.
Aphros plantou a mão no ombro de Leo.
— Quanto a você, Leo Valdez, fique perto de Hazel e Frank quando chegar a Roma. Eu sinto que eles terão de enfrentar... Ah, dificuldades mecânicas que só você poderá superar.
— Dificuldades mecânicas? — Leo perguntou.
Aphros sorriu como se isso fosse uma grande notícia.
— E eu tenho presentes para você, o valente navegador do Argo II!
— Eu gosto de pensar em mim como capitão — Leo comentou. — Ou comandante supremo.
— Brownies! — Aphros disse orgulhosamente, empurrando uma cesta de piquenique à moda antiga nos braços de Leo. Ela foi cercada por uma bolha de ar, o que Leo esperava impedir que os brownies se transformassem em caramelos de lama de água salgada. — Nesta cesta você também vai encontrar a receita. Não coloque muita manteiga! Esse é o truque. E eu dei-lhe uma carta de apresentação para Tiberino, o deus do rio Tibre. Depois de chegar a Roma, a sua amiga filha de Atena precisará disto.
— Annabeth... — Leo disse. — Ok, mas por quê?
Bythos riu.
— Ela segue a Marca de Atena, não é? Tiberino pode guiá-la nessa busca. Ele é um deus antigo, orgulhoso, que pode ser... Duro, mas cartas de apresentação são tudo para espíritos romanos. Isso vai convencer Tiberino a ajudá-la. Esperemos.
— Esperemos — Leo repetiu.
Bythos produziu três pequenas pérolas rosa de seus alforjes.
— E agora, vão saindo, semideuses! Boa navegação!
Ele jogou uma pérola em cada um deles, por sua vez, três brilhantes bolhas cor de rosa de energia se formaram em torno deles.
Eles começaram a subir através da água. Leo só teve tempo de pensar: Um elevador de bola de hamster? Então, ele ganhou velocidade e disparou em direção ao brilho distante do sol acima.